O Alcool e o Esporte


Recentemente fiz uma pesquisa visando compreender os efeitos do álcool dentro do meio esportivo, achei não só fatores negativos como positivos também.


EFEITOS POSITIVOS:

Foram feitos muitos estudos comprovando que, em baixas doses, o álcool aumenta o fluxo sanguíneo, acelera a taxa cardíaca, aumenta a condução e a transmissão de impulsos nervosos e excita os reflexos simples espinhais e do tronco cerebral. Melhora também o o desempenho em tarefas complexas, a memória e a concentração e a criatividade. Possui também, comprovadas propriedades ansiolíticas (reduz a ansiedade), seu uso em eventos esportivos de precisão pode melhorar o desempenho, essencialmente por reduzir o tremor, por isso o comitê esportivo considera o álcool como doping.
Segundo alguns pesquisadores, o consumo moderado do álcool (duas doses por dia) é benéfico na prevenção de derrames, e principalmente de doenças coronarianas. Os primeiros indícios sobre os benefícios do álcool surgiram no início do século 20, quando os patologistas observaram que grande vasos de pessoas mortas em conseqüência de cirrose hepática causada pela bebida eram excepcionalmente livres de arteriosclerose Concluíram assim, que essa substância poderia ser um solvente para as placas que se formam nos vasos. Outro fator positivo é o fato de que pessoas quem consumem álcool tem um aumento de sensibilidade a insulina, diminuindo o risco de adquirir diabetes tipo 2. A Ação do álcool pode também estar ligada a um efeito antiflamatório no tecido endotelial que reveste os vasos sanguíneos.

EFEITOS NEGATIVOS:


O Álcool, se consumido em fase de formação (até os 18 anos), pode comprometer totalmente a performance futura do atleta, pois muitos esporte exigem rapidez, raciocínio, reflexos, visão periférica, o que a substância pode compromete bastante, dependendo da quantidade utilizada. Os atletas que já treinam e consomem álcool geralmente ganham peso, tem alterações de humor e abalos emocionais que comprometem seu vigor, deixando sua musculatura vulnerável e expostas a lesões contínuas. Entre outros fatos, ele inibe a produção do ADH, hormônio antidiurético liberado para impedir a saída de água do sangue para a bexiga. Por isso, quando a pessoa bebe, a água continua sendo descartada mesmo que sua quantidade no sangue já seja baixa, o que acelera e agrava a desidratação. Em situações normais, quando a glicose cai, o fígado entra em ação e trata logo de fazer a reposição: transforma o carboidrato estocado no organismo (glicogênio) em glicose, evitando que a hipoglicemia se instale. Com o álcool presente no organismo em concentrações elevadas esse mecanismo fica prejudicado. Ocupado em eliminar a bebida, o fígado não produzirá glicose até terminar de remover todo o álcool. A ingestão de álcool interfere na atividade do hipotálamo, alterando os níveis do hormônio liberador de gonadotrofinas que são enviados à hipófise. Com a redução da testosterona, o desempenho muscular de atletas decresce, reduzindo sua a hipertrofia. Em mulheres, os efeitos no sistema reprodutivo também são severos, com alterações no metabolismo ósseo, distúrbios menstruais e alterações nos níveis de estrogênio.

Em resumo: O álcool atrapalha a capacidade do organismo em absorver nutrientes, causa desidratação do organismo, diminui a taxa de açúcar no sangue, eleva os níveis de cortisol (hormônio do catabolismo, diminui os níveis de testosterona e causa deficiência de vitaminas.

Vamos cortar os excessos, hein! ;)

Cadeias Cinéticas?


As cadeias cinéticas fechadas e abertas são motivos de muitos estudos buscando entender qual a mais segura para quem sofre de limitações na articulação do joelho.

Trago aqui um artigo que mostra uma comparação entre ambas cadeias e algumas diferenças em indivíduos com limitações, no caso, a Síndome da Dor Femoropatelar (antigamente chamada de condromalácia patelar)

''O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos terapêuticos dos exercícios em cadeia cinética aberta (CCA) e cadeia cinética fechada (CCF) no tratamento da síndrome da dor femoropatelar (SDFP).

Para tanto, 24 voluntários portadores de SDFP foram aleatoriamente divididos em dois grupos: grupo I (n = 12): realizou exercícios em CCA; grupo II (n = 12): realizou exercícios em CCF.

Os grupos foram submetidos a oito semanas consecutivas de tratamento, que consistiu de três sessões semanais realizadas em dias alternados. Para analise dos padrões de ativação dos músculos vasto medial obliquo (VMO) e vasto lateral (VL) os sinais eletromiograficos (EMG) foram adquiridos com eletrodos bipolares de superfície, quantificados pela raiz quadrada da media (root mean square RMS) e normalizados pela contração isométrica voluntaria máxima do quadríceps.

Por meio de escalas avaliou-se a intensidade da dor e funcionalidade dos voluntários.

A analise dos valores da razão VMO/VL nos grupos I e II demonstrou que não houve diferenças significativas entre os tempos pré e tratamento nas fases concêntrica (p > 0,05) e excêntrica (p > 0,05) dos exercícios em CCA e CCF. Apesar disso, o músculo VMO apresentou menor taxa de ativação em relação ao VL na fase excêntrica do exercício em CCF.

Foram encontrados aumentos significativos na funcionalidade (p < color="red">o grupo II mostrou-se superior ao grupo I nestas duas variáveis.

Os resultados deste estudo sugerem que, de acordo com as condições experimentais utilizadas, os exercícios em CCA e CCF não provocaram mudanças nos padrões de ativação EMG dos músculos VMO e VL; entretanto, promoveram melhora da funcionalidade e redução da intensidade da dor apos oito semanas de intervenção, sendo que os exercícios em CCF foram superiores aos em CCA.''

O Artigo mostra que, apesar das melhoras semelhantes em ambas cadeias, a fechada foi a mais satisfatória. Além de ser mais segura para quem sofre da Síndrome da Dor Femoropatelar..

Muito cuidado com a cadeira extensora (máquina de cadeia cinética aberta). Elas geram muita tensão no ligamento cruzado anterior e uma pressão patelar maior. Prefira cadeias fechadas como leg press, agachamentos (sem abusar da amplitude do movimento) e esses exercícios recrutam outras musculaturas para estabilizar a articulação. A cadeira extensora não permite que tais músculos ajudem no movimento, isolando o quadríceps, deixando de trabalhar outras musculaturas que necessitam também de fortalecimento.

No caso de dúvida, consulte seu médico (ortopedista), pois com simples testes você saberá o que seu joelho precisa. Você sabe o quanto essa articulação é importante!


Perfil

Rafaela Gurgel, estudande do 8º semestre de Educação Física na UNIFOR (Universidade de Fortaleza), atuante na New Planet Academia a 3 anos e meio como professora de musculação, credenciada no módulo II do Core 360º.